Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Aniversário

Em quatro dias (próximo sábado, dia 16) é o meu aniversário. Então, quem me conhece sabe que o meu ano começa agora. É o meu vigésimo quarto ano de vida fora aquelas mudanças evolutivas do pensamento e do modo de ver a vida, materialmente não mudou muita coisa de quando eu fiz vinte e três. Minhas linhas de expressão não apareceram ainda e cada novo dia é uma busca irracional por aquela que vai me fazer ter uma crise histérica, eu sei, a minha primeira ruga.

Contra ela meu procedimento é precaução. Uso protetor solar com um número maior que o dermatologista recomendou e com um dispositivo anti-rugas moderníssimo. Já uso o Renew que eu só deveria usar ano que vem, procuro evitar a oleosidade, nunca a hidratação. Tomo sol o mínimo necessário à absorção de vitaminas, tenho uma alimentação recém saudável e sou muito, muito feliz.

De tudo o que eu faço para evitar rugas, ser feliz é, certamente, o método mais prazeroso de o fazer. E me falaram que eu ria demais quando me viram rir. E que essa minha gargalhada ia me deixar com vincos pavorosos nos cantos da boca. O comentário, certamente de quem não ri assim tanto e, por óbvio, não é lá muito feliz, me trouxe um momento de epifania insuspeitado.

As rugas e marcas de expressão que vierem de meus sorrisos hão de ser bem vindas. Não hão de me enfeiar o rosto que o MyHeritage disse 75% parecido com a Monica Belucci. O meu sorriso é vindo de amigos bem feitos e distinguíveis em multidões imensas cujas vozes eu reconheço entre gritos tumultuados que se escuta por aí. E reconhecer os amigos não é fácil pra ninguém, quiçá para uma princesa e eu já aprendi a reconhecer e não perdi o viço de fazer novos. De mais a mais, ser feliz é importante no caminho, por pior que ele seja. As rugas e linhas de expressão do meu rosto vão ser sorrir pra a vida, pro mundo, se vier uma de choro eu rezo e torço pra ser uma alegria que só sorrir não expresse em sua totalidade.

Eu quero fazer vinte e quatro anos com o mesmo frescor dos dezesseis, com o mesmo brilho no olho dos seis e o mesmo sorriso de sempre, eu bem sei que ele não mudou com o tempo. Eu quero continuar sabendo envelhecer, continuar respeitando a “força da natureza” que eu sou: amando desmedida e profundamente, aprendendo avidamente, ensinando humildemente, sorrindo francamente e sendo feliz, incomensuravelmente.

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Parte II de IV - Ascensão

A reflexão nada mais é do que um estado de espírito efêmero. Você não sabe quando ou como este estado de espírito surgirá, dominará seus pensamentos e fará você encarar o seu lado sombrio, que tanto se esforça para se manter oculto. Chego a esta conclusão enquanto estou sentado na pequena escada ao lado de um gramado mal cuidado. Estou em um dos vários pontos turísticos da cidade, mas o local está vazio, exceto pelos marginais que circulam em minha volta como urubus esperando o momento certo de devorar o corpo morto de sua vítima, e por dois policiais à paisana, que garantem que aquelas aves sarnentas permaneçam a uma distância saudável.

É tarde, mas não sei as horas de maneira precisa, apesar de meu relógio estar funcionando perfeitamente. Apenas me deixo ser hipnotizado e seduzido pela lua gorda e azulada que clareia o céu e o rio que se perde em um horizonte interminável. O reflexo da lua estende-se infinitamente pelo rio, formando uma estrada azulada sobre a calma água negra. Apenas escuto o vento soprando sutilmente pela grama e o barulho dos grilos, que de certa forma me alivia.

Tive relativamente uma boa quantidade de relacionamentos. Não sou galã, apesar de escutar por vez ou outra que sou “visualmente aceitável”, tão pouco sou sagaz, apesar de ensaiar respostas espirituosas algumas vezes. Então, o que me fez ter tantos relacionamentos em um relativo curto período de tempo? Eu era um colecionador. Um frio e miserável colecionador. Elas não reclamavam até chegar ao ponto crítico, pois eu era um bom colecionador. Não as amava, mas fazia elas se sentirem amadas. Eu era um amante colecionador, e tratava com carinho cada “bonequinha de luxo” que ocupava minha estante. Mas era apenas um colecionador, e por mais que eu tirasse a poeira, cuidasse para manter a qualidade e o valor de cada mercadoria, não as tirava da caixa. Elas eram bonecas, mas eu não estava disposto a brincar.

Eu, uma pessoa séria, calculista, arriscado romper o lacre da caixa e perder todo aquele encanto? Elas estavam dentro das caixas, seguras, tranqüilas, a salvo de qualquer coisa que viesse a diminuir sua raridade e protegendo-as até de mim mesmo. Minha linha de pensamento é rompida pelo apito de um dos guardas. Algum dos pivetes certamente encontrara outra carcaça e atacou por instinto.

Instinto. A fraqueza humana é fortalecida pelas emoções, pelos instintos que geram atos inconseqüentes e que, por isso, geram o caos. Foi o instinto que me fez esquecer meu lado metódico, prático, e me fez romper a caixa. Pela primeira vez eu quis brincar, como uma criança ao receber o brinquedo que ela havia desistido de procurar a tempos, e por isso inveja o coleguinha de classe por exibir todos os dias aquele objeto de desejo na sua frente. Os olhos brilharam, abri a caixa com cuidado (ou ao menos assim pensava – será que a emoção e a expectativa eram tão grandes que nem reparei o quanto destruí a caixa?) e espiei com cuidado e ansiedade o que estava dentro da caixa. Vazia.

Percebi então que o boneco dessa vez era eu. Eu que estava na estante, eu era o objeto de colecionador agora. Sem defesas, fui pego de surpresa em uma situação desconhecida e perturbadora. A diferença é que a caixa foi largada no fundo de uma estante qualquer. A poeira não era limpa, sentia o barulho das traças roendo o lado externo do meu casulo.

Com esforço, me debato entre as quatro paredes de papelão até abrir um rombo. Olho para aquele pequeno buraco e decido entre permanecer na caixa, esperando ela vir brincar, ou saio, corro para bem longe daquela poeira e daquelas traças. A estante é bonita, o ambiente tem seu charme, mas aquilo não me pertence, e decido partir.

Agora aqui estou. Enfrentei a fase de adaptação primeiramente. Um brinquedo quer brincar, e quando isso não acontece, quando você tem que partir, você passa por uma fase de transição, para se lembrar que nada disso é brincadeira. O vento sopra e levanta a sujeira que pousava ao chão, refletindo com seus grãos de poeira as luzes que iluminavam timidamente o ambiente. A lua continua vívida e azulada, e a estrada que ela projetava no rio se tornava cada vez mais encantadora, me seduzindo, me convidando para seguir aquele caminho.

O meu celular toca. A doce melodia de “Moon River” não poderia ser mais adequada àquela situação. Deixo o aparelho soar aquele conjunto de arranjos encantadores e não atendo. Aquela música me desperta, como se a lua mandasse um sinal. “Está na hora de seguir um novo caminho...” – ela parecia cochichar ao meu ouvido – “...você já foi o colecionador e já foi o brinquedo, o que você quer fazer agora?” – aquela pergunta soava de certa maneira provocadora.

A música continuava ecoando, iluminada pelo luar azulado. Era hora de decidir se eu voltaria para a estrada que eu já havia seguido ou continuava nesta aventura perigosa. Distraidamente pego uma pequena pedra e a seguro em minha mão. Observo aquela pequena formação rochosa que se desprendera de suas irmãs, do solo seguro e estável, e agora estava solitária. Não fazia parte de um todo, não fazia parte de nada. Era apenas uma pedra.

Esboço um sorriso tímido e ao mesmo tempo moleque. Ao me levantar da escadaria, lanço a pedra para cima e, quando ela repousa novamente em minha mão, eu a atiro para o horizonte, onde ela pula diversas vezes sobre a estrada que a lua projetara sobre água até afundar. Como resposta, ou por simples coincidência, o meu celular deixa de tocar, suspirando as últimas palavras daquela adorável canção. “Moon River... And me...”. Sim, eu quero brincar.

Domingo, 12 de Abril de 2009

Conversas Cruzadas

Lendo os comentário na minha última postagem, vi um que me pôs a pensar...

Um leitor comentou "Sou canalha. Mas não troco uma noite de conversas com a amada, por duas noites de trepadas com a safada"...

DUAS noites com a safada?? Ah, nesses termos, eu trocava sim... conversa x 'trepada' é uma briga injusta... mesmo porque eu não espero que a amada queira uma noite inteira só de conversa...

Ideal mesmo é mesclar essas três noites entre conversas e 'trepadas' com a amada E a safada... se elas forem a mesma pessoa também conta...

Abraços
Sir

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

A vez que o Canalha foi passado pra trás

Como aconteceu mais de uma vez, acordei certa vez ao lado de uma ruiva que nunca tinha visto nessa encarnação. A diferença desta vez às outras, foi que embora não soubesse quem era ela e de onde eu a tirei – ou ela me tirou, porque tampouco sabia onde estava – foi que o meu primeiro impulso ao ver aquele corpo desnudo deitado parte ao meu lado e parte sobre mim foi um impulso de amor.

Mas eu não amei a ela, em si, mas a tranqüilidade do sono, a deliciosa forma de seu corpo em repouso. E na refinada arte de contemplar a beleza de suas formas, acabei me demorando mais que o necessário. Tomei papel e caneta em mãos e fiz rabiscos de seu sono. Em linhas delicadas desenhei a curva pronunciada do quadril, o lençol infernal que me escondia o seu sexo, as longas pernas delicadas, o umbigo delicado, o pé de unhas francesas e a borboleta tatuada nele.

Demorei no mamilo esquerdo, que talvez pela temperatura, talvez pela natureza do sonho estivesse em uma textura que minha capacidade de desenhar pífia não reproduziu com a presteza devida. Um dos mais belos seios que já vi, foi quando decidi era hora de acordar a moça e descobri onde estava, quem era ela e recomeçar a farrinha que a calcinha dela em cima do móvel indicava ter acontecido.

Voltei à cama, segurei seu seio e o toquei delicadamente com a língua, como gosto de fazer. Minha outra mão procurava e subia curiosa pela cintura até que encontrava o segundo seio cheio e nele se demorava. Ela acordou com a volúpia de quem acorda de um sonho erótico e fiquei mais apaixonado pelo jeito como ela se mexia e o modo como o sol lhe cobria o corpo branco.

O amor(sentimento, não sacanagem) chegou ao auge quando ela tremeu de olho fechado por força do prazer e por um breve instante eu achei que seria mais do que sexo. Quando terminamos, ela olhou pra mim e disse, num sorriso sacana vendo o meu desenho tosco, “nunca tinha transado até perder as forças.... foi tão bom que eu nem devia cobrar, mas vou te dar um desconto, fica por quatro mil só.”

Não preciso dizer que o amor passou.

Sábado, 14 de Março de 2009

Óculos Escuros

Não se trata da excelente música do rei Raul Seixas... e, por mais que eu tenha tentado, não consigo encaixar os versos aqui... quem sabe a idéia (com acento mesmo) me venha mais além...

Acontece há algum tempo já... é inevitável... meu único aliado é o "rabo do olho" sob as lentes escuras do óculos de sol... mas não que isso signifique alguma coisa... namoro há quase um ano, namoro bem e estou muito feliz ao lado dela... mas as comparações são uma necessidade do ser humano... e, como humano, mesmo que eu não queira, acabo fazendo algumas...

Por isso, diante de vocês, Princesa e proletariado, confesso: neste quesito sou tão canalha quanto tantos mais... por mais que eu esteja namorando, por mais que ela esteja do meu lado, eu dou uma conferida no material alheio... é por isso que, mesmo em dias nublados, tenho nos olhos o disfarce, comigo sempre carrego meu álibi e, assim, faço minhas comparações...

Sim, tenebroso para as mulheres, para algumas até mesmo canalhice ou nojento, essas 'olhadelas' me fazem ter a certeza de que estou com a mulher perfeita para mim... ela não tem um corpo escultural, mas é o corpo que me aquece nas noites em que já estou com calor... é dela o sorriso que me faz tremer e é o gênio genioso dela que me faz feliz a cada dia que passo com ela... corpos são corpos e não poderia eu, com minha barriguinha protuberante, ter a moral de exigir de uma companheira um corpo pós-moderno esquelético sem as curvas nas quais adoro me perder...

Na bem da verdade, nem gosto das magricelas... como diria um amigo: "o bom churrasco é feito de costela gorda... e não é à toa que a boa picanha é a que tem aquela capa de gordura". Porém, (Ah, porém!) uma olhadinha para o lado e pode-se perceber que há, sim, corpos bem torneados à disposição no mercado atual... corpos que seriam muito bem aproveitados por uma noite, se não carregasse em minhas entranhas a tal 'lealdade'...

"Olhar não tira pedaço", como diz o ditado popular e, atendendo o povo de qualquer show de boteco ("toca Raul!!")... "quem não tem colírio, usa óculos escuros"... para disfarçar o roxo do tapa que vem da amada pelas olhadelas comparativas... mulher nenhuma compreende como isso faz bem a elas... enfim, "A serpente tá na terra... E o blog está no ar"

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Elucubrações de um Canalha de Araque

Bem, (re)lendo o último post da minha princesa, cheguei a uma séria conclusão... assim como ela leva fama de esnobe pelo título, eu levo a fama pelo "não-título", mesmo porque não há -ainda- a carteirinha de canalha... então vamos parafrasear...

O problema de ser o Sir Canalha -e escrevo em maiúsculas por orgulho- é que levo a fama de ...canalha... TODAS as vezes que olho para o lado... tudo bem que não precido provar a todos que sou bem normal, mesmo porque acho que nem sou tanto assim, mas não passo de um pseudo-canalha praticamente aposentado... mas sim, eu levo uma vida normal, assim como a princesa... trabalho e, nas horas vagas, divido meu tempo entre arrumar a casa, estudar para alguns concursos, ler e reler alguns poucos livros, jogar video game, conversar por msn, baixar algumas músicas escrever bem pouco e ficar com minha namorada... obviamente, dessas coisas o que mais faço é ler, jogar e amar... diferentemente da princesa, fiz uma faculdade que nunca teve lá muito status por si só, por isso estou buscando meu status sendo um engenheiro petrobrás ou, melhor ainda, marido petrobrás... aí sim, estaria exercendo minhas atividades de canalha formado... (inserir risada maléfica).

Bom, não tenho exatamente o perfil solidário da Princesa, muito menos consigo substituir bem algum colega de trabalho, pois eles trabalham longe, mas lendo as descobertas antropológicas da Princesa, cheguei às minhas:
1. O sol funciona antes do meio dia, apesar dos olhos quererem negá-lo... mas quando há mais alegria no mundo ele não está lá...
2. Acordar cedo é uma prática dos antigos, cada vez mais rara ultimamente... alguns dizem que faz bem, outros negam... enfim, coisas da vida.
3. É... dormir cedo é estranho mesmo... visto que a Princesa é a babá eu ficaria sempre com um olho aberto... fora que à noite todos gatos são pardos e sob essa camuflagem que canalhas feios podem se dar melhor... ou pior... enfim, coisas da vida pelas quais todos canalhas passaram ou passarão...
4. Não só as pessoas que acordam cedo praticam atividade física... e isso faz parte de um insano culto ao corpo de uma sociedade vazia e de médicos que nos convencem q faz bem para nossa saúde... enfim, festa estranha com gente esquisita...
5. Vetado.
6. De manhã, à tarde ou à noite, quando se acorda a voz humana é irritante, mas tortura mesmo é acordar com o papagaio berrando nos ouvidos... e ainda assim perguntam o porquê de não gostar dele...
7. Jogar um futebolzinho, chegar em casa e tomar uma cerveja com a patroa é uma das coisas que fazem a vida valer a pena... no tempo de solteiro essa frase seria: Um futebolzinho, uma cervejada com os amigos e uma noite bem acabada fazem a vida ser de foder...
8. Ter que lidar com humanos como clientes é uma merda... melhor seria se cachorros cuidassem de comprar as coisas e contratar os serviços... ah, os melhores amigos dos homens...
9. Sempre que se responde à altura, o chefe lhe chamará num canto para te demitir ou, se você for muito bom na função, para dar um sermão de 2 minutos de porque aquilo não pode se repetir... e se aquilo se repetir, ele lhe chamará de novo e repetirá tudo como se estivesse falando com uma criança de 6 anos...
10. A Lei de Murphy é sagrada, única e indivisível... até que alguém ache isso bom... então ela piorará... e sim, dias ruins sempre acabam piores...
11. Se alguém não almoça, não pode tirar a soneca pós-almoço... Princesa, isso é fato...rs
12. Não há dia ruim que não possa melhorar um pouco quando se vê que aquele mala do seu colega também tem seus problemas...
13. Sorvete não é resposta pra nada... cachaça não é resposta pra nada... o que faz bem mesmo é, se não me falha a memória, chegar numa mulher que saiba, ou pense, que é feia... como diria um amigo meu, tem que começar por baixo, pra levantar o astral e a moral...
14. Acontece de se chegar tão bêbado em casa que acaba-se dormindo no banho gelado... para isso servem os bons amigos...
15. O dia seguinte é sábado!!! Preciso acordar antes das 16:00... droga...

Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Elucubrações de uma proletária de araque

O problema de ser a princesa é que de vez em quando eu levo o nome de esnobe e preciso mostrar ao povo que eu sou bem normal, é aí que entra o post de hoje. Se alguém ainda não sabe, a princesa aqui assiste aulas em um curso preparatório para concursos na área jurídica, dado o erro na hora do vestibular: Direito e não Medicina. Como o tempo em que direito tinha status positivo já é um passado distante e hoje ta pior do que biscoito cream-cracker, cabe a mim me matar de estudar pra ser juíza – aí sim exercerei minhas atribuições de mandona com mais categoria e não terei minhas ordens questionadas (inserir risada maléfica).
Como a solidariedade é uma característica minha e bem minha, não neguei ajuda a Angélica(feliz aniversário, mulé), quando ela me pediu que ficasse no lugar dela ontem para ela ir ao médico. Fiquei né? E aí que lá estou eu fazendo descobertas interessantes no ramo da antropologia:
1.O sol funciona antes do meio dia, já o bom humor e a felicidade, não.
2.Aparentemente acordar cedo é uma prática comum e há pessoas que o fazem voluntariamente.
3.As pessoas que voluntariamente praticam o ato de acordar cedo via de regra também se fazem do ato de dormir cedo, o que me parece absurdamente estranho, dado que todo mundo já sabe que se a noite é uma criança, eu sou a desgraçada da babá.
4.As pessoas que acordam cedo e dormem cedo voluntariamente possuem o estranho hábito de praticar atividade física, o que me parece responder a questão “será que estamos sozinhos no universo?”.
5.Café da manhã saudável dá enjôo e vomitar alivia, mas não deixe a sua mãe ver, porque ela vai achar que você está grávida.
6.Quando você acorda cedo sem ter o hábito o som da voz humana se torna uma tortura de Atila, o huno. E o seu corpo parece estar de ressaca.
7.Falar mal do povo e comer porcaria doce é uma maravilha capaz de melhorar a sua vida.
8.Estar do lado de dentro do balcão lhe obriga a ser gentil, e mesmo quando você quer a pessoa pereça e viva o resto de sua vidinha medíocre miseravelmente como o verme que ela é, existe um código não escrito de que você, empresa, precisa fazer o candidato a cliente feliz. Por mais estúpido que ele seja.
9.Quando se é tratado mal no exercício de uma função, a resposta que se deve dar é sempre causa de demissão por justa causa.
10.Não há dia ruim que não possa ficar cinco vezes pior por causa do seu irmão mais novo e da sua mãe.
11.Acontece de ser preciso trocar o almoço pela soneca após almoço por ser impossível desistir de um bom banho.
12.Não há dia que não possa melhorar um tantinho de nada que seja por causa de um bom milk-shake.
13.Sorvete é a resposta pra o bom humor, e engorda, o que te faz voltar ao mau-humor tão logo o efeito do gelado doce e cremoso passe.
14.Acontece de se estar tão cansado que tomar um banho rápido é aliviante, mas mantém seus olhos abertos mais um pouco.
15.No dia seguinte é preciso acordar antes das 6:00 novamente.